“o governo Lula faz uma política econômica esquizofrênica, expandindo a taxa de juros real para conter a demanda da economia e elevando a despesa fiscal com o aumento dos juros, além de ampliar de maneira irresponsável os gastos federais com avalanches de contratações e aumentos de salários”.

Palavras do presidente do PSDB (Pessoas Sádicas Destruindo o Brasil), senador Sérgio Guerra (PE). O que ele quis dizer mesmo foi que o PSDB é contra os concursos públicos e contra o aumento dos salários. Agora, contem as novidades.

“Ele não é um herói. Ele é o guardião silencioso, o protetor zeloso. Ele é o cavaleiro das trevas.” (Comissário Gordon)

Esta é a fala que encerra o mais novo filme do Batman. The Dark Knight (ou O Cavaleiro das Trevas) é o melhor filme do Batman já feito. Arriscaria-me a dizer que é a melhor adaptação de quadrinhos do cinema. Mas estaria blefando, porque ainda tenho minha paixão por V de Vingança e Watchmen promete ser um outro grande filme.

Mas desde já, The Dark Knight é um marco na história das adaptações de HQ’s. Heath Ledger esteve impecável. Tenho dúvida qual a melhor cena dele. Fico entre “a mágica de fazer sumir o lápis” e a explosão do hospital. Fantástica atuação.

Se vai haver um terceiro, lamento apenas pela ausência do falecido ator. E arrisco-me a dizer que não gostaria de estar na pele do diretor e co-roteirista Christopher Nolan. Algo melhor, ou ao menos igual a este, vai exigir muito de qualquer um.

E os parlamentares não aguentaram a pressão.

O CQC irá ganhar credenciais pra entrar nas casas legislativas, em Brasília.

Agora eu quero ver o circo pegar fogo…

“-Quer saber? Temos que decidir em que lado estamos.

-Em que lado estamos? Estamos no lado dos demônios, Chefe. Somos homens maus e guardas do paraíso, mandados pelas forças da morte para espalhar devastação e destruição por onde formos. Estou surpreso que você não saiba disso.”

Eu nunca pensei que uma série de TV fosse capaz de me atrair mais do que Lost. Lost é ótimo, mas Battlestar Galactica é o supra-sumo. Mais ou menos um ano atrás eu assisti a minissérie de 3 horas e depois a primeira temporada. O final da primeira temporada é muito bom. Mas a segunda é ainda mais incrível. O final é de uma dramaticidade fantástica. E a terceira já começa com um petardo desses daí. A segunda fala é do Coronel Tigh, um dos líderes da resistência humana.

Fazendo minha estréia no blog…

Gregório de Matos foi o maior poeta barroco brasileiro e ficou conhecido como Boca do Inferno ou Boca de Brasa, principalmente devido às suas ácidas críticas à sociedade do Brasil Colônia e ao governo da Bahia. Chamava a sociedade baiana de “Canalha Infernal” e chegou a ser indiciado pela Inquisição. As inimizades política lhe trouxeram uma deportação para Angola. Mais tarde foi perdoado, mas proibido de voltar pra Bahia.

Morreu em Recife, a 26 de novembro de 1696 em decorrência de uma febre adquirida em Angola. Em seu leito de morte pede que dois padres venham à sua casa e fiquem cada um de um lado de seu corpo e, representando a si mesmo como Jesus Cristo alega “estar morrendo entre dois ladrões, tal como Cristo ao ser crucificado”.

EPÍLOGOS
Que falta nesta cidade?……….Verdade
Que mais por sua desonra?……….Honra
Falta mais que se lhe ponha……….Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.

Que a pôs neste socrócio?……….Negócio
Quem causa tal perdição?……….Ambição
E o maior desta loucura?……….Usura.

Notável desventura
de um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura.

Quais são os seus doces objetos?……….Pretos
Tem outros bens mais maciços?……….Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?……….Mulatos.

Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal
Pretos, Mestiços, Mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?……….Meirinhos
Quem faz as farinhas tardas?……….Guardas
Quem as tem nos aposentos?……….Sargentos.

Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.

E que justiça a resguarda?……….Bastarda
É grátis distribuída?……….Vendida
Que tem, que a todos assusta?……….Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa,
o que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.

Que vai pela clerezia?……….Simonia
E pelos membros da Igreja?……….Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?……Unha.

Sazonada caramunha!
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha.

E nos frades há manqueiras?……….Freiras
Em que ocupam os serões?……….Sermões
Não se ocupam em disputas?……….Putas.

Com palavras dissolutas,
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas.

O açúcar já se acabou?……….Baixou
E o dinheiro se extinguiu?……….Subiu
Logo já convalesceu?……….Morreu.

À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.

A Câmara não acode?……….Não pode
Pois não tem todo o poder?……….Não quer
É que o governo a convence?……….Não vence.

Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.

Por Maurício Dias – mauriciodias@cartacapital.com.br

A prática política mais repetida na história da República brasileira tem sido a busca de atalhos golpistas. À margem do jogo político, essa prática é a manifestação nua e crua da luta sem medidas pelo poder. A mais recente Comissão Parlamentar de Inquérito criada no Congresso, a CPI da Tapioca, faz parte dessa tradição. A oposição vem fazendo dessas comissões uma arma de conspiração. O dossiê divulgado pelo senador tucano Álvaro Dias é um exemplo alarmante.

Dias alegou que avisou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assim que recebeu os documentos, que um suposto dossiê estaria “sendo preparado no Palácio do Planalto para intimidar a oposição”.

Esse suposto dossiê contra FHC guarda semelhança com as “cartas falsas” de Arthur Bernardes, com o “Plano Cohen”, às vésperas do Estado Novo, com a “Carta Brandi”, no governo de Getúlio Vargas, em 1953. Enfim, fatos e personagens de um cenário constante de conspirações.

Antes das eleições presidenciais de 1922, o candidato Arthur Bernardes foi acusado de escrever cartas contra os militares. Eram falsas. Às vésperas do Estado Novo (1937), o general Góes Monteiro, que viria a ser o condestável do regime às portas, divulgou o texto do “Plano Cohen”. Era um suposto esquema de tomada de poder pelas comunistas. Outra falsidade.

Carlos Lacerda, símbolo imorredouro do golpismo no País, entra em cena com a “Carta Brandi”, em agosto de 1953, três semanas antes do suicídio de Getúlio Vargas. Lacerda divulgou um documento, atribuído ao parlamentar argentino Antonio Brandi, com supostos planos de Vargas para a implantação de uma república sindicalista no Brasil. Mentira.

Os tucanos e os Democratas (Ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL) são herdeiros diretos dessa tradição conspirativa, que tem como expressão atual – viva, sã e vaidosa – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2005, o DEM e o PSDB (com o apoio do ex-comunista Roberto Freire, do PPS) buscaram desesperadamente o impeachment do presidente; em 2006, propunham que Lula desistisse da reeleição. Era o golpe branco.

O documento, contendo informações sigilosas sobre gastos da “Conta B” da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso, remete a uma pergunta elementar: a quem interessa o crime? Aliás, quem perguntou a FHC se é verdade que dona Ruth Cardoso comprou caviar com o cartão funcional da Presidência?

——————

Caviar! Que é isso? É bom é? hahaha.

Como diria Caetano, foi lindo! rsrsrs

O Palmeiras venceu e venceu com estilo os “bambis”. 2 x 0 e a classificação pra final contra a Ponte Preta.

Confirmando o que eu falei anteriormente, a coluna “Outro Canal”, da Folha de S. Paulo, escrita por Daniel Castro e publicada nesta sexta-feira (18), fala do aumento de audiência dos telejornais. O Jornal da Band aumentou a audiência em 24%. O Jornal Nacional e o Jornal da Record, 9%.

Na Rede Globo são 18 repórteres, 08 produtores e 20 cinegrafistas fazendo plantão direto nas delegacias e na frente da casa dos parentes da menina. Na Record é ainda mais exagerado: 30 repórteres e 20 cinegrafistas. Na Band, chegam a ser dez equipes (repórter + cinegrafista) cobrindo o caso. E até o SBT deslocou mais da metade de sua equipe. Na última terça-feira, o Jornal Nacional ocupou mais de 15 minutos (37% do programa) fazendo a cobertura.

E até o famigerado Fala que eu te escuto se ocupou do caso fazendo uma reconstituição com atores.

O sensacionalismo está se espalhando na mídia nacional. É a luta por audiência aumentando a decadência de nossas emissoras de TV.

É assustadora a confusão ideológica que se instalou nesse país. As pessoas estão tão embebidas dos discursos midiáticos que se esquecem de analisar os fatos que lhe são apresentados. A capacidade de pensar está sendo brutalmente arrancada da população. As pessoas não conseguem perceber que as empresas que posam de inocentes nos noticiários da tv, são também suas maiores anunciantes, o que por si só gera um embate ético.

A verdade é que estamos todos mortos aqui.

José Saramago é conhecido por utilizar frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência. Muitas das suas “sentenças” ocupam mais de uma página, usando vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Da mesma forma, muitos dos seus parágrafos ocupariam capítulos inteiros de outros autores.

Já estou no terceiro livro dele e é simplesmente fantástico. Uma sensação totalmente diferente. Depois eu faço uma pequena análise sobre eles. No momento estou terminando Ensaio Sobre a Cegueira, do qual falarei depois.

Como deu pra perceber, essa semana é dele a autoria do poema:

POEMA A BOCA FECHADA
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

 

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